(Em 27 de outubro de 2002, aos 57 anos de idade, com quase 53 milhões de votos, Luiz Inácio Lula da Silva é eleito Presidente da República Federativa do Brasil. Esse artigo (abaixo) foi publicado no editorial do Jornal “Destaque News”, da região de Tietê, 13 dias depois).
***
Help Tupy-Caetés (Josué G. de Araújo)
Quem nunca sonhou com a pátria amada, amada e cantada em coro, por todos os brasileiros?
“...Ó pátria amada, idolatrada, salve! Salve!”
São poucas as oportunidades para celebrar festas cívicas, ou extravasar sentimentos patrióticos. Mas, finalmente, estamos vivendo um momento oportuno. Algo novo aconteceu na política; não uma política nova, pois, sabemos que a política é mais velha que a própria humanidade. O primeiro ato político de que se tem notícia ocorreu quando da rebelião dos anjos, época em que ainda não havia sido gerado o primeiro filho na terra. O pavio da explosão demográfica não havia sido aceso. Um dos mais poderosos e inteligentes dos anjos, Lúcifer, liderou a terça parte dos soldados angelicais, objetivando destronar o Criador. Houve guerra, mas os anjos rebeldes foram derrotados e expulsos dos céus. A política, também, foi a causa do primeiro assassinato humano. Segundo a Bíblia, Caim matou Abel em uma disputa de influência, pois ambos queriam agradar a Deus. A existência de um ser humano é precedida por uma guerra de milhões de espermatozóides, na disputa por um óvulo. Após o nascimento, a política continua na luta pela sobrevivência; sobrevivência da própria vida, a qual, dela, nós não temos consciência de nada, nem mesmo se optamos por aceitá-la. Mas o fato é que, até sonhando, fazemos política. A política sempre foi usada como um instrumento do bem e do mal. Sonhamos com o que de melhor ela pode nos proporcionar, mas o fato de a maioria dos nossos sonhos se transformarem em pesadelos não nos impede de continuar sonhando. Conclusão, os ares do Brasil, com o oxigênio renovado, fizeram-me sonhar novamente: noite escura e a selva em silêncio; ao redor das fogueiras, concentravam-se os brasilíndios, cansados e céticos; de repente, de dentro da pequena oca, saiu o Pajé Caeté, limpando a garganta. Todas as atenções se voltaram para ele, quando começou a falar: - Companheiros, que ninguém jamais duvide da classe trabalhadora.
Duas lágrimas cintilantes, refletindo o brilho das fogueiras, escapavam de suas “retinas fadigadas”. E das lágrimas, surgiram dois colibris; um deles, com penas de cor verde-esperança, e o outro de cor vermelho-fogo transformador; ambos desafiavam a lei da gravidade, ora voando para trás, ora pairando no ar e, depois, investindo sobre os companheiros. Tão rápido surgiram, tão rápido sumiram. A mensagem ficou no ar. Um grito quebrou o encanto – Lula lá!!! - Ouviram da Paulista, nas calçadas, de um povo bem cansado, um brado retumbante: Lula lá. Rufaram os tambores. Os dançarinos iniciaram os seus rituais... Lula lá, Lula lá... Foi demais. Eu me deixei contagiar; sonhei novamente, afinal, eu sou humano! Prova disso era aquele nó sufocante na garganta; acontece sempre que eu sonho; e para completar, entoaram também aquele hino nacional para arrebentar o meu peito. Lembro ainda que isso só acontecia momentos antes de entrar na sala de aula, quando eu estudava na escola primária. Lembro-me bem! Todos em fila com a mão direita no coração, - “... iluminado sol do novo mundo”. Novo mundo, ou novo Brasil? Sabíamos o hino na ponta da língua. Bem ao longe, os pais, despreocupados, podiam ouvir aquele coro infantil; aquelas vozes angelicais, cheias de orgulho e esperança; crianças transbordando de sentimento patriótico acreditavam no que os professores costumavam repetir - “As crianças de hoje, serão os homens de amanhã”, aliás, frase que não se ouve mais. Será que os mestres não têm mais certeza do futuro dos seus pupilos? Bem, eu cheguei ao futuro do passado! Sou homem do futuro, ou melhor, de hoje. O hino agora é mais curto. Fácil. Afinal, não temos tanto patriotismo como antigamente. Lula lá. Brilha uma estrela... Lula lá. Letra escrita na linguagem Tupy-Caetés. Lula lá, quer dizer, Pajé na grande Taba.
Sim. Voltei a sonhar, mas quando vi nos olhos da namoradinha do Brasil, o tamanho do medo de ser feliz, suspirei fundo. Pensando bem, acho melhor apelar para o grande Tupã; ao conselho dos ancestrais, se não fizer bem, mal é que não vai fazer, mas, é providencial rogar a eles que protejam o Pajé Caetés, afastando-o das tentações, e livrem-no do assédio dos Caruanas nacionais de más intenções; que o Pajé lembre sempre que a nossa dança não deve se restringir aos salões do Congresso, em devaneios ao som das valsas, e sim, ao som dos atabaques, nas entranhas das florestas ao redor das fogueiras; dançando, cantando, gritando, suando o corpo e machucando a sola dos pés, clamando obviamente aos bons espíritos que afugentem todos os maus espíritos, inclusive, os piratas europeus, dos “MULTI’s”, dos “YE´S” e “OK’s”, discípulos do DRÁCULA, que insistem em explorar as cavernas desprotegidas do “Brazil”, ou melhor, do BRASIL; que apesar de ele ter substituído a sua tanga pelo terno, e o colar de dentes de javali pela gravata de seda importada, jamais deixe de falar a língua Tupy-Caetés. A língua que todos nós entendemos; que esse novo hino, Lula lá, não se transforme em um samba popular de “lara lara”, “pizza lá” e outros “laiás, laiás”; que a fumaça sem óxido do cachimbo do Pajé Caeté possa ser o antídoto que eliminará todos os óxidos nocivos que poluem os ares brasileiros dos brasilíndios, que hoje vivem asilados em seu próprio país; e por último, que não me despertem desse sonho, pois não tenho mais cartas nas mangas, e esse é o meu último sonho, sem medo de ser feliz.
"O Mistério da Bruxa de Areia Dourada" Romance com 187 páginas. Literatura juvenil/adulto e O livro de Contos e Crônicas - "Apagando as Pegadas" com 104 páginas Autor: Josué Gonçalves de Araujo
domingo, 1 de fevereiro de 2009
sábado, 31 de janeiro de 2009
As Rugas resguardatárias da minha mãe
Não tenho nem um pingo de vergonha de contar, aliás, sinto até certo prazer. Masoquismo? Sei lá! De mais a mais, se eu mesmo não contar, ninguém vai contar. Nem mesmo a mim, me contaram, mas eu sei de tudo. Como eu sei? Não sei. São aquelas coisas que a gente sabe que sabe, mas não sabe como sabe; Seja lá o que for, isso não vem ao caso, vamos ao que interessa. Vou contar porque a minha mãe tem tantas rugas.
Tudo começou numa daquelas vezes, em que a cegonha foi visitá-la; para ser mais exato, foram onze vezes. Ela teve dez filhos, de cuja série, eu sou o primogênito. Por que onze vezes, se ela só teve dez filhos? Ah! É ai que esta toda a razão desse causo. Aconteceu que por ocasião do meu nascimento, a cegonha foi a minha casa duas vezes. Quando essa incansável criatura avoante levou o primeiro pacote de filhos a minha mãe, a pobre mulher levou um grande susto e franziu a testa formando rugas profundas:
- Valei-me Deus! Que presepada é esta?
Era eu. Eu em membros, tronco e cabeça, mais cabeça que tronco e membros. Eu era feio demais da conta; cabeçudo; orelhudo; parecia mais, um cruzamento de soim desnutrido com caburé orelhudo. O susto foi tão impactante que, a minha mãe teve o resguardo quebrado e em conseqüência, as suas rugas se tornaram irreversíveis, para não dizer, eternas. A cegonha mais que depressa, botou o rabo entre as pernas e partiu calada; partiu, mas ao sentir-se leve, planando nas nuvens, a consciência pesou e ela retornou. Bateu na janela do quarto da minha mãe, que cedendo aos instintos maternos, acomodava o bico do peito na minha boca ansiosa.
- Psiu! Dona Nina? Sou eu! A cegonha...
- Valei-me Deus! O parto ainda não acabou? Vou ter gêmeos? Já não bastava um bebê tão feio, ainda tem mais um pra nascer? Parteira? – gritou minha mãe com visível expressão de desapontamento – o parto ainda não terminou!
O bico do peito escapou abruptamente da minha boca, espirrando leite nos meus olhos.
- Calma Dona Nina! – tentava explicar a cegonha - Não é nada disso...
- Ah! Entendi! Você percebeu o engano... Descobriu que me trouxe o bebê errado?
Mais que depressa, minha mãe atirou-me para os braços da cegonha, esquecendo que aqueles braços também eram pernas. A infeliz, da mensageira de bebês, tentou prensar-me contra o batente da janela, com uma das pernas, enquanto se sustinha na outra, mas a minha pesada bola óssea, protetora do meu volumoso encéfalo, ameaçava malograr o arranjo da equilibrista. A carcaça esquelética começou a pender pro lado do cabeção.
A situação atingiu aquele ponto máximo da acuidade, exigindo uma ação rápida e eficaz. A cegonha vislumbrou a única alternativa possível, ou seja, cravou o seu potente bico na minha orelha direita, na tentativa de manter o equilíbrio da massa cadavérica, aliás, até hoje minha orelha permanece esticada.
A parteira entrou no quarto e correu para a janela em socorro da cegonha. A primeira coisa que a mão dela alcançou, apertou e puxou. Tudo eu havia suportado com muita resignação, mas aquilo já era demais; soltei os cachorros e berrei. A cegonha, percebendo a causa do meu protesto, sussurrou sem soltar a orelha do bico, alertando a parteira da sua falta de tato, na manipulação com recém-nascidos – Isso ai não é o pé do bebê, Dona parteira?
- Logo vi que estava muito mole para ser o pé do pobrezinho – Comentou a parteira demonstrando constrangimento, enquanto me resgatava das garras da cegonha, livrando-me da eminente ameaça de cair e rachar o cabeção.
Finalmente, fui entregue, mais uma vez, a minha mãe.
– Dona Nina – disse a parteira com firmeza – esse é o seu bebê, oxente! Pois não fui eu mesma, quem fez o parto?
- Mas então, por que a cegonha voltou?
A cegonha que permanecia amofinada no canto do batente da janela, tentou esclarecer o qüiproquó:
- Dona Nina, eu voltei para lhe pedir desculpas, ou melhor, para consolar a senhora...enfim, acho melhor eu partir antes que a coisa fica mais preta. Adeus.
A cegonha partiu e a parteira deitou-me na cama, abrindo as minhas perninhas e conferindo se havia feito algum estrago irremediável.
- Sabe Dona Nina – disse ela com olhos de quem está ponderando - acho que ele será um homem bem interessante. Quem sabe até bonitinho, também!
- Queira Deus – sussurrou a minha mãe.
- Pra Deus tudo é possível, não é mesmo Dona Nina?
Eu cresci, não tinha outro jeito mesmo, mas enquanto engatinhava, ninguém me resgatava do chão frio para o aconchego de um colo, por causa da minha feiúra. Pra não congelar a bunda, tive que aprender a andar prematuramente.
Tudo começou numa daquelas vezes, em que a cegonha foi visitá-la; para ser mais exato, foram onze vezes. Ela teve dez filhos, de cuja série, eu sou o primogênito. Por que onze vezes, se ela só teve dez filhos? Ah! É ai que esta toda a razão desse causo. Aconteceu que por ocasião do meu nascimento, a cegonha foi a minha casa duas vezes. Quando essa incansável criatura avoante levou o primeiro pacote de filhos a minha mãe, a pobre mulher levou um grande susto e franziu a testa formando rugas profundas:
- Valei-me Deus! Que presepada é esta?
Era eu. Eu em membros, tronco e cabeça, mais cabeça que tronco e membros. Eu era feio demais da conta; cabeçudo; orelhudo; parecia mais, um cruzamento de soim desnutrido com caburé orelhudo. O susto foi tão impactante que, a minha mãe teve o resguardo quebrado e em conseqüência, as suas rugas se tornaram irreversíveis, para não dizer, eternas. A cegonha mais que depressa, botou o rabo entre as pernas e partiu calada; partiu, mas ao sentir-se leve, planando nas nuvens, a consciência pesou e ela retornou. Bateu na janela do quarto da minha mãe, que cedendo aos instintos maternos, acomodava o bico do peito na minha boca ansiosa.
- Psiu! Dona Nina? Sou eu! A cegonha...
- Valei-me Deus! O parto ainda não acabou? Vou ter gêmeos? Já não bastava um bebê tão feio, ainda tem mais um pra nascer? Parteira? – gritou minha mãe com visível expressão de desapontamento – o parto ainda não terminou!
O bico do peito escapou abruptamente da minha boca, espirrando leite nos meus olhos.
- Calma Dona Nina! – tentava explicar a cegonha - Não é nada disso...
- Ah! Entendi! Você percebeu o engano... Descobriu que me trouxe o bebê errado?
Mais que depressa, minha mãe atirou-me para os braços da cegonha, esquecendo que aqueles braços também eram pernas. A infeliz, da mensageira de bebês, tentou prensar-me contra o batente da janela, com uma das pernas, enquanto se sustinha na outra, mas a minha pesada bola óssea, protetora do meu volumoso encéfalo, ameaçava malograr o arranjo da equilibrista. A carcaça esquelética começou a pender pro lado do cabeção.
A situação atingiu aquele ponto máximo da acuidade, exigindo uma ação rápida e eficaz. A cegonha vislumbrou a única alternativa possível, ou seja, cravou o seu potente bico na minha orelha direita, na tentativa de manter o equilíbrio da massa cadavérica, aliás, até hoje minha orelha permanece esticada.
A parteira entrou no quarto e correu para a janela em socorro da cegonha. A primeira coisa que a mão dela alcançou, apertou e puxou. Tudo eu havia suportado com muita resignação, mas aquilo já era demais; soltei os cachorros e berrei. A cegonha, percebendo a causa do meu protesto, sussurrou sem soltar a orelha do bico, alertando a parteira da sua falta de tato, na manipulação com recém-nascidos – Isso ai não é o pé do bebê, Dona parteira?
- Logo vi que estava muito mole para ser o pé do pobrezinho – Comentou a parteira demonstrando constrangimento, enquanto me resgatava das garras da cegonha, livrando-me da eminente ameaça de cair e rachar o cabeção.
Finalmente, fui entregue, mais uma vez, a minha mãe.
– Dona Nina – disse a parteira com firmeza – esse é o seu bebê, oxente! Pois não fui eu mesma, quem fez o parto?
- Mas então, por que a cegonha voltou?
A cegonha que permanecia amofinada no canto do batente da janela, tentou esclarecer o qüiproquó:
- Dona Nina, eu voltei para lhe pedir desculpas, ou melhor, para consolar a senhora...enfim, acho melhor eu partir antes que a coisa fica mais preta. Adeus.
A cegonha partiu e a parteira deitou-me na cama, abrindo as minhas perninhas e conferindo se havia feito algum estrago irremediável.
- Sabe Dona Nina – disse ela com olhos de quem está ponderando - acho que ele será um homem bem interessante. Quem sabe até bonitinho, também!
- Queira Deus – sussurrou a minha mãe.
- Pra Deus tudo é possível, não é mesmo Dona Nina?
Eu cresci, não tinha outro jeito mesmo, mas enquanto engatinhava, ninguém me resgatava do chão frio para o aconchego de um colo, por causa da minha feiúra. Pra não congelar a bunda, tive que aprender a andar prematuramente.
Josué G. de Araújo
domingo, 28 de dezembro de 2008
Festa de lançamento do livro Apagando as Pegadas

O evento literário aconteceu no espaço cultural da Biblioteca Municipal de São Paulo no dia 18 de dezembro a noite. Entre os convidados estava a professora Sueli Gonçalves, idealizadora do projeto AEL - Academia Estudantil de Letras em escolas municipais, o Escritor e Editor Benedicto uz e Silva premiado com o "Prêmio Nacional Clube do Livro - 1968" com o livro "Um corpo na chuva" e em 1965 em 3º lugar com o livro "Sol nos olhos". Foi uma memorável noite com um belo discurso da representante da AEL.
Discurso
domingo, 30 de novembro de 2008
Lançamento do 2º livro na Casa da Cultura da Penha
sábado, 22 de novembro de 2008
Apagando as pegadas - Lançamento de livro

Capa:
Josué Gonçalves de Araújo
convidado para uma palestra na Academia Estudantil de Letras do colégio Padre Antonio Vieira. Uma sala repleta de adolescentes com fardões, imitando os rituais da ABL. Recepcionado por um grupo de alunos posicionados sobre um cenário, teve início de imediato uma apresentação teatral do seu até então único conto, “Os Fariseus da Catedral.” Terminado a apresentação, emocionado, ele não tinha mais idéia de como realizaria a palestra. Até aquele momento ele havia escrito apenas romances. A partir daquele dia, passou a sonhar com contos. Certa vez, entrou num vagão do metro e notou à sua frente um velhinho que cochilava sobre o banco cinza, reservado para pessoas com restrições de mobilidade. Uma linda jovem sentou na segunda vaga do banco cinza. Pintou a inspiração; transformou a jovem em uma personagem e escreveu o seu segundo conto – “Não julgueis”. Um portal parece ter-se aberto para o palácio das musas, pois os contos vieram em fila, como bois seguindo uma trilha para o bebedouro. O conto “Apagando as Pegadas” foi o último, o que mais me sensibilizou...
A venda no site da editora: http://www.caravansarai.com.br/
ou
no site do autor: www.josuearaujo.com
sábado, 6 de setembro de 2008
Breve lançamento de livro de contos

Novo livro de contos -
"Apagando as pegadas".
Josué Gonçalves de Araújo
Caravansarai Editora
ISBN: 978-85-89862-34-9
R$ 25,00
O livro ja esta sendo vendido pela editora através do site:
http://www.caravansarai.com.br/
A proprietária da editora - Eliana Leal, também é escritora dos livros: "Nunca abra mão dos seus sonhos" e " Você tem obrigação de ser feliz".
Editora: http://www.caravansarai.com.br/
terça-feira, 29 de julho de 2008
Membro Ael - Cecilia Meirelles
sábado, 19 de abril de 2008
terça-feira, 8 de abril de 2008
Trova do Livro Errante
Trova do Livro Errante
Josué
Segue em paz meu livro errante,
Vai cumprir o seu destino,
Nunca pare, segue avante,
Sua missão de peregrino.
Vai mostrar o seu enredo,
Pros amantes da leitura.
Vai sozinho, vai sem medo,
Mostre toda a sua cultura.
Se uma noite, você aberto,
Entre as mãos de algum leitor,
Sentir o destino incerto,
Lembre-se do seu autor.
Criou você em poucos dias,
Com aquele amor sonhado,
Nada a ver com o Messias,
Na missão do filho amado.
Mas você tem sua missão,
Inspirada pela musa,
Que com toda a sua paixão,
Nessa trama está inclusa.
Livro Errante:
Um grupo de pessoas que ama os livros, perambula por ai, deixando livros sobre os bancos das praças, com orientações para que, após a leitura, essa pessoa deixe o livro livre para ser encontrado por outra pessoa. Assim é a vida de um livro errante. Inspirado nessa idéia, eu criei a trova do livro errante.
Site do livro errante: http://www.livroerrante.blogspot.com/
Josué
Segue em paz meu livro errante,
Vai cumprir o seu destino,
Nunca pare, segue avante,
Sua missão de peregrino.
Vai mostrar o seu enredo,
Pros amantes da leitura.
Vai sozinho, vai sem medo,
Mostre toda a sua cultura.
Se uma noite, você aberto,
Entre as mãos de algum leitor,
Sentir o destino incerto,
Lembre-se do seu autor.
Criou você em poucos dias,
Com aquele amor sonhado,
Nada a ver com o Messias,
Na missão do filho amado.
Mas você tem sua missão,
Inspirada pela musa,
Que com toda a sua paixão,
Nessa trama está inclusa.
Livro Errante:
Um grupo de pessoas que ama os livros, perambula por ai, deixando livros sobre os bancos das praças, com orientações para que, após a leitura, essa pessoa deixe o livro livre para ser encontrado por outra pessoa. Assim é a vida de um livro errante. Inspirado nessa idéia, eu criei a trova do livro errante.
Site do livro errante: http://www.livroerrante.blogspot.com/
sábado, 5 de abril de 2008
Nha Maria no Sebo Paulicéia
Pesquisando livros nos sebos da estante Virtual, encontrei um exemplar do meu próprio livro: "O Mistério da Bruxa de Areia Dourada". A princípio fiquei surpreso e feliz, depois, fiquei triste. Feliz porque o meu livro ja esta visitando as estantes das livrarias dos sebos - triste porque alguém se desfez dessa raridade - rsrsrs - sim, raridade porque eu mesmo não encontro para comprar. Efetuei a compra, imediatamente, e só fiquei aliviado quando recebi a confirmação. Vou buscá-lo, pessoalmente. Agora sonho em vê-lo nas estantes de todas as livrarias.
O sonho não pode morrer, jamais!
O sonho não pode morrer, jamais!
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